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O que dizer sobre a campanha eleitoral

por jeronimo s., em 16.01.17

Neste último dia de campanha eleitoral, gostaria de deixar aqui o meu agradecimento a todos os homens, mulheres e jovens que, por todo o país se envolveram, com dedicação e trabalho, para assegurar o êxito desta minha campanha.

Agradecer aos militantes comunistas, aos verdes, aos muitos socialistas, às pessoas com outras opções partidárias ou sem opção definida, que apoiam a minha candidatura pelos seus valores, pelo seu projecto e a todas aquelas que, por todo o país, pessoalmente me incentivaram e expressaram o seu apoio e a intenção de voto na minha candidatura.

Foi com essa generosa e activa participação, foi com esse apoio e entusiasmo que conseguimos chegar aqui, depois de meses de trabalho eleitoral, com uma candidatura que veio sempre em crescente afirmação e que reúne hoje, por todo o país, uma enorme onda de simpatia.

Tenho, por isso, fundadas razões para confiar num bom resultado da minha candidatura e que seremos capazes de ultrapassar com êxito esta batalha tão importante na evolução da situação do país e na vida dos portugueses nos próximos anos. Tenho razões para confiar que, mais uma vez, vamos derrotar todas as sondagens, porque elas não reflectem o voto real dos portugueses.

Mas seja qual for o resultado do próximo dia 22 de Janeiro, esta campanha, por si só, significa um passo em frente na batalha pela exigência de mudança e de uma ruptura democrática com as políticas de direita. Esta campanha e esta candidatura são já um grande contributo para o desenvolvimento futuro da luta por um Portugal de progresso e desenvolvimento.

Afirmei, no meu compromisso solene que dirigi aos portugueses, que a Constituição precisa de ter na Presidência da República o que até hoje não tem tido – um Presidente que a defenda, cumpra e faça cumprir. Aqui renovo esse meu compromisso com os trabalhadores, o povo português, com os portugueses concretos, que são e fazem Portugal.

Termino como comecei esta batalha eleitoral. Há um direito à esperança. E há uma esperança que não fica à espera, antes se transforma em acção, em trabalho e em luta. Organizar para lutar, resistir para crescer, unir para vencer, transformar Portugal num país mais livre, mais justo e mais fraterno.

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publicado às 10:44


Sobre os direitos das mulheres

por jeronimo s., em 15.01.17

O Presidente da República tem o dever de assumir uma postura de avaliação permanente da evolução da situação das mulheres, das discriminações directas e indirectas que sobre elas pesam e da natureza dos obstáculos ao exercício dos seus direitos em igualdade no trabalho, na família, na vida social e política.
Deve ter em conta as opiniões e aspirações que lhe são expressas pelas mulheres, pelas diversas organizações sociais, incluindo as de defesa dos seus direitos específicos, e expressá-las junto de outras instâncias de poder político e da sociedade que permitam suscitar o debate ou a decisão de matérias relevantes.
Se for eleito, estarei aberto a promulgar uma lei que despenalize o aborto a pedido da mulher. Vetarei qualquer legislação que legalize a prostituição, porque fere severamente a dignidade não só das vítimas, mas de toda a sociedade. Porque não são aceitáveis caminhos que possam favorecer aquilo a que alguns chamam de indústria sexual. Não é aceitável que as vítimas sejam transformadas em “trabalhadoras” – quando estamos perante uma velha escravatura.
Os direitos das mulheres não são para ir cumprindo como se estivéssemos amarrados a uma fatalidade histórica a que as mulheres se tenham pacientemente que resignar.
A Constituição reconhece a maternidade e a paternidade como um valor social eminente, o direito a uma licença de parto sem perda de retribuição e quaisquer regalias e define que cabe ao Estado a responsabilidade de promover a independência económica dos agregados familiares, através da criação de uma rede nacional de creches e de outros equipamentos sociais de apoio à família; do planeamento familiar e da conciliação da actividade profissional e familiar.

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publicado às 19:46


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