Há uma esperança que não fica à espera, antes se transforma em acção, em trabalho e em luta
Neste último dia de campanha eleitoral, gostaria de deixar aqui o meu agradecimento a todos os homens, mulheres e jovens que, por todo o país se envolveram, com dedicação e trabalho, para assegurar o êxito desta minha campanha.
Agradecer aos militantes comunistas, aos verdes, aos muitos socialistas, às pessoas com outras opções partidárias ou sem opção definida, que apoiam a minha candidatura pelos seus valores, pelo seu projecto e a todas aquelas que, por todo o país, pessoalmente me incentivaram e expressaram o seu apoio e a intenção de voto na minha candidatura.
Foi com essa generosa e activa participação, foi com esse apoio e entusiasmo que conseguimos chegar aqui, depois de meses de trabalho eleitoral, com uma candidatura que veio sempre em crescente afirmação e que reúne hoje, por todo o país, uma enorme onda de simpatia.
Tenho, por isso, fundadas razões para confiar num bom resultado da minha candidatura e que seremos capazes de ultrapassar com êxito esta batalha tão importante na evolução da situação do país e na vida dos portugueses nos próximos anos. Tenho razões para confiar que, mais uma vez, vamos derrotar todas as sondagens, porque elas não reflectem o voto real dos portugueses.
Mas seja qual for o resultado do próximo dia 22 de Janeiro, esta campanha, por si só, significa um passo em frente na batalha pela exigência de mudança e de uma ruptura democrática com as políticas de direita. Esta campanha e esta candidatura são já um grande contributo para o desenvolvimento futuro da luta por um Portugal de progresso e desenvolvimento.
Afirmei, no meu compromisso solene que dirigi aos portugueses, que a Constituição precisa de ter na Presidência da República o que até hoje não tem tido – um Presidente que a defenda, cumpra e faça cumprir. Aqui renovo esse meu compromisso com os trabalhadores, o povo português, com os portugueses concretos, que são e fazem Portugal.
Termino como comecei esta batalha eleitoral. Há um direito à esperança. E há uma esperança que não fica à espera, antes se transforma em acção, em trabalho e em luta. Organizar para lutar, resistir para crescer, unir para vencer, transformar Portugal num país mais livre, mais justo e mais fraterno.
Publicado por jeronimodesousa em
11:47 PM